Andei meio distraído mas estou de volta.
A matéria que segue abaixo foi retirada do blog Desencalhamos Lari e Rô e é muito interessante por dar ótimas dicas para poupar dinheiro para o tão esperado casamento (MUITO esperado por mim rs). (E por mim tbm...)
A reportagem começa com uma apresentação do autor do livro CASAIS INTELIGENTES ENRIQUECEM JUNTOS e segue com perguntas e respostas feitas pra ele
Gustavo Cerbasi, de 35 anos, sentiu na pele o que muitos noivos passam na hora de se casar: de onde vai sair tanto dinheiro para pagar a festa de casamento, comprar casa, montar casa e pagar a lua de mel? Casado desde 2002, tanto ele como a mulher, Adriana, não tinham nenhuma poupança dois anos antes e ganhavam pouco para poder realizar o sonho.
Só que ambos descobriram uma fórmula que permitiu, nada menos, pagar uma festa para 400 pessoas, comprar apartamento, viajar para a lua de mel na Europa e (pasmem!) ter R$ 1 milhão aos 31 anos de idade. Hoje, ele só vive de renda.
Autor do livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, que já vendeu 600 mil cópias, ele contou ao Desencalhamos(Créditos aos idealizadores da matéria) a mágica que fez, a qual incluiu ficar sem comprar roupas por dois anos, sair só para passeios gratuitos, levar marmita para vender o vale-refeição e, inclusive, ganhar milhas o suficiente no cartão de crédito para ganhar as passagens para a Europa. “O primeiro passo é se conscientizar de que, sim, a vida mudou. Tentar manter os hábitos de solteiro resultará em dificuldade de transformar esse momento em algo mágico e único, como deve ser.”
Veja abaixo a entrevista, que foi publicada no blog Desencalhamos a alguns dias.
Quando começou a juntar dinheiro para casar, você tinha 24 anos e nem você nem a sua noiva tinham poupança alguma e ganhavam pouco (situação comum para a maioria dos noivos). Como foi a “mágica” de conseguir em apenas dois anos juntar dinheiro para arcar com os custos de uma festa para 400 pessoas, comprar um apartamento e ainda viajar para a Europa em lua de mel?
Não foi mágica, mas sim sacrifício proporcional ao tamanho de nosso sonho. Queríamos uma celebração maior do que nosso orçamento normalmente comportaria, então fizemos um sacrifício maior do que nossos amigos normalmente fariam. Nossa meta era poupar 75% de nossa renda, mas a renda de ambos cresceu nessa fase de poupança e chegamos a poupar até 85% de nossa renda em alguns meses. Deixamos de comprar roupas, presentear, jantar fora, ir ao cinema, viajar e curtir outras coisas que estávamos acostumados a curtir. Também passamos a levar marmita de casa e vender o vale refeição da empresa. Descobrimos que todo sacrifício vale a pena quando tem data para acabar e o objetivo é um grande sonho.
Hoje você pode se dar ao luxo de trabalhar só se quiser. Vive de rendimentos? Como chegou ao seu primeiro milhão?
Nosso sacrifício para o casamento deu tão certo, que conseguimos até comprar um apartamento barato em um leilão. Depois decidimos vender o apartamento (com um bom lucro, pois pagamos barato) para investir o total do preço da venda. O momento era bom para investimentos, então preferimos fazer isso e partir para o aluguel de um imóvel. Continuamos poupando, investimos em ações no meio de uma crise e, três anos depois, chegávamos ao primeiro milhão. Hoje posso viver só dos rendimentos de meu patrimônio, que pagam com sobras o custo de minha família. Mas gosto de meu trabalho, dessa multiplicação de boas idéias e felicidade, e continuo trabalhando e vendendo livros. Isso aumenta meu patrimônio e consequentemente a renda que posso tirar mensalmente.
Para noivos, como nós, que estão começando o processo do casamento, quais regras você sugere adquirir para começar a poupar? Qual é o primeiro passo: fazer as contas de quanto se ganha e quanto se gasta e estabelecer uma meta? Como fazer isso?
O primeiro passo é se conscientizar de que, sim, a vida mudou. Tentar manter os hábitos de solteiro resultará em dificuldade de transformar esse momento em algo mágico e único, como deve ser. O primeiro passo é relacionar os itens que o casal quer que conste em sua celebração de casamento, lua-de-mel e decoração da moradia. Depois, deve-se estimar o valor total que devemos ter para viabilizar essa passagem, e então fazer as contas de quanto poupar por mês e durante quanto tempo para conseguir esse valor.
Então, deve-se mapear o consumo do casal, identificando quanto cada um gasta por mês, e discutir a dois quais cortes serão feitos para chegar ao valor mensal de poupança. Se o casal ainda mora com os pais, é mais fácil fazer cortes e adotar uma vida mais simples, como uma espécie de ritual para o casamento. Em muitos casos, será necessário vender o carro, desistir da ideia da casa própria e adotar um padrão de vestuário e lazer mais simples. Para acertar nas contas, é recomendável utilizar cálculos de matemática financeira, ou simuladores adequados, como os que disponibilizo gratuitamente através do site www.maisdinheiro.com.br/.
O cartão de crédito deve ser evitado?
O cartão de crédito não é problema. O problema é não saber com o que você gasta. No meu caso, o pouco que eu e a Adriana gastávamos era tudo concentrado no cartão, o que resultou em uma passagem de ida e volta grátis para a lua-de-mel, resultado do acúmulo de milhas.
E quão rígidas devem ser essas regras para que se consiga guardar a mesma quantia todo mês?
É recomendável adotar alguma espécie de controle, seja no Excell ou em papel mesmo?
Quanto mais simples o controle, melhor, para que o casal dedique tempo ao que realmente importa, que são as escolhas dos detalhes e o controle dos investimentos. Mas as regras devem ser rígidas. Se a meta é poupar, por exemplo, 50% da renda, isso deve acontecer no momento em que a renda cai na conta, e não no final do mês.
Que tipo de aplicação financeira é mais recomendável hoje para que o dinheiro não fique parado?
Pelos que os jornais dizem, a poupança hoje é a mais indicada. É mesmo? Por quê?
Para quem aplica um pouco todos os meses e com horizonte inferior a dois anos, a caderneta de poupança é realmente a melhor alternativa, pois é previsível, extremamente segura e sem incidência de imposto de renda sobre os ganhos. Deve-se apenas tomar cuidado com o momento do resgate, evitando perder um mês de rentabilidade por sacar o dinheiro poucos dias antes de completar o aniversário da caderneta.
Na hora de começar a pagar as contas da cerimônia do casamento e da lua de mel: é recomendável ter todo o dinheiro em mãos ou é mais vantagem pagar em prestações? Existe um meio termo?
Normalmente, não há como fugir do pagamento de um sinal, para assegurar a reserva de data do serviço contratado. Se o preço é o mesmo pagando em prestações ou deixando para pagar próximo ao casamento, prefira dar o menor sinal possível e deixar para pagar tudo lá na frente. Isso permitirá que o dinheiro poupado se multiplique com os rendimentos da poupança durante o tempo em que ele ficar aplicado.
Um dos pontos polêmicos que você levanta é que, hoje, é mais vantajoso financeiramente para um casal recém-casado morar de aluguel do que comprar uma casa. Por quê?
O raciocínio é simples de entender. Normalmente, se um jovem casal for comprar uma casa, terá que se endividar por muitos anos, pois ganha pouco e tem um histórico de relacionamento com o banco pobre. Pensando que irá morar no imóvel por vários anos, esse casal será obrigado a comprar um imóvel de dois ou três dormitórios, já contando com a possibilidade de filhos.
Em geral, a consequência é que o casal se vê diante de uma prestação elevada, esmagando seu orçamento. Porém, levando em consideração que um jovem casal ainda está batalhando para crescer na carreira e ainda deseja muitas mudanças em sua vida, esse momento não é o ideal para definir sua moradia dos próximos dez ou vinte anos.
O ideal é morar em um imóvel pequeno, um dormitório, próximo ao trabalho de um dos dois (o que dispensa um automóvel), e preferencialmente pagando um aluguel reduzido, que permita ao casal formar uma boa poupança.
Se uma promoção envolver uma mudança de cidade, ótimo! Ninguém estará preso a uma moradia e um longo financiamento que o obrigue a se deslocar por muitos quilômetros e investir pesado no gasto com transporte. Mude-se para onde lhe pagam mais! O momento ideal de comprar uma casa própria será mais para frente, quando a vida estiver em voo de cruzeiro, vocês já souberem o tamanho da família, não quiserem mais mudanças significativas na carreira, já tiverem uma renda maior e um bom fundo de garantia para ser sacado e oferecido como entrada, para viabilizar uma compra financiada em poucos anos. Provavelmente, quem pensar assim ainda estará comprando a casa própria contando com uma boa reserva financeira no banco.
Ainda com relação ao aluguel x compra da casa: enquanto solteiros, muitos noivos têm, teroricamente, mais facilidade para guardar dinheiro, uma vez que moram com os pais, etc. Sendo assim, teoricamente, como no seu caso, seria possível guardar 75% do salário para a poupança da compra da casa. Entretanto, uma vez que se casa, há despesas com água, luz, internet, alimentação, etc., etc., etc.
Uma vez que se more de aluguel, como coseguir continuar a poupar no mesmo ritmo após o casamento? Nessas condições, a compra da casa ocorre a longo prazo?
Provavelmente, o nível de poupança diminuirá, e isso é aceitável. Após os primeiros seis meses do casamento, quando há muitas contas a pagar, deve-se adotar um mínimo de poupança de cerca de 10 a 20% da renda. A compra do imóvel, como expliquei, não precisa contar com a poupança. A maioria das pessoas contará com o FGTS, com uma renda maior e com um melhor relacionamento bancário (decorrente do bom nível de poupança) para adquirir um financiamento barato e passível de ser pago em poucos anos, idealmente em menos de dez anos.
Sei que o post ficou bem grande mas eu achei bem interessante, espero que não tenha ficado muito cansativo.
Eu espero que sigamos este exemplo (ok ok...prometo colaborar rsrs)








































